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Polícia

13.01.2021 às 10:38h - atualizado em 13.01.2021 às 13:37h - Polícia

Sogro encomenda morte de genro após desavenças familiares, pessoais e financeiras

Joana Reichert

Por: Joana Reichert Iporã do Oeste - SC

Sogro encomenda morte de genro após desavenças familiares, pessoais e financeiras

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A Polícia Civil de Pinhalzinho concluiu inquérito policial sobre o homicídio de Sandro Pires de Melo, na época com 42 anos. Cinco pessoas foram indiciadas.

Sandro desapareceu no final da tarde de 30 de maio de 2016, em Pinhalzinho, onde morava. Segundo a companheira na época, ele recebeu uma ligação para comparecer à subestação que estava sendo construída na linha Machado, interior de Pinhalzinho, para fazer orçamento de manutenção do gramado, considerando que ele era proprietário de uma grameira.

O veículo que Sandro usava na ocasião foi encontrado pela viúva na manhã seguinte, em uma “pedreira”, situada às margens da SC 160, próximo ao CTG, em Modelo. O corpo de Sandro foi encontrado três semanas depois, às margens da rodovia, na linha Doze de Novembro, interior de Campo Erê.

A investigação demonstrou que o crime foi encomendado pelo então sogro da vítima, em razão de desavenças pessoais, familiares e financeiras, já que os dois também eram sócios em uma empresa do ramo de gramas.

Na ocasião, a mando do sogro, os quatro executores atraíram Sandro para a subestação, onde três deles na época trabalhavam como seguranças, e realizaram a emboscada. O assassinato ocorreu ali perto, nas margens da rodovia, próximo ao CTG em Modelo, onde desferiram um golpe fatal de facão na cabeça da vítima, que veio a óbito. Depois disso, eles levaram o corpo até Campo Erê, onde o enterraram.

Os elementos coletados mostraram ainda que o valor acertado pela execução girou em torno de R$ 50 mil a R$ 70 mil reais.

Interrogados, todos negaram envolvimento, porém, dois dos executores admitiram que de fato receberam proposta do sogro da vítima para matá-lo.

Os suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Como o crime aconteceu em Modelo, e não em Pinhalzinho como se acreditava no início, o inquérito foi encaminhado à comarca de Modelo, onde será o julgamento.

Ainda, em razão da gravidade do crime, e também de que os autores pudessem ameaçar alguma testemunha ou mesmo fugirem, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva, o que teve manifestação favorável do Ministério Público. Porém o pedido foi negado pelo Poder Judiciário, que decretou outras medidas cautelares.

Além disso, o Ministério Público de Modelo ofereceu denúncia em desfavor dos indiciados, o que foi aceito pelo Judiciário. Agora eles são réus e provavelmente irão a júri.

A Polícia Civil esclarece que a demora para a conclusão da investigação se deve ao fato de se tratar de caso complexo, em razão da investigação ter sido encaminhada para outra delegacia e por ter havido, durante o período, trocas de delegados e policiais responsáveis pela investigação.

Fonte: Polícia Civil

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