04.03.2026 às 16:41h - atualizado em 04.03.2026 às 16:48h - Santa Catarina
Um médico foi preso preventivamente em Catanduvas, suspeito de cometer crimes sexuais contra ao menos 10 jovens durante atendimentos na rede pública de saúde. As vítimas têm entre 17 e 20 anos. Os casos teriam ocorrido entre 2024 e 2025.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o profissional não era ginecologista, mas realizava supostos exames invasivos nas pacientes. Durante as consultas, ele teria tocado as partes íntimas das jovens sem autorização e feito comentários de natureza sexual.
A promotoria afirma que o médico induzia as vítimas a acreditar que os procedimentos faziam parte de exames clínicos normais. Na avaliação do MP, os atendimentos eram simulados para permitir a prática de atos libidinosos.
O caso começou a ser investigado pelo menos em novembro de 2025, quando o profissional foi denunciado por importunação sexual. Na época, a Justiça chegou a negar o pedido de prisão, mas o Ministério Público recorreu e conseguiu reverter a decisão em segunda instância.
No parecer que autorizou a prisão preventiva, o procurador de Justiça Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto apontou a gravidade dos fatos e o risco de o suspeito intimidar vítimas ou testemunhas.
O crime de importunação sexual prevê pena de um a cinco anos de prisão, conforme o Código Penal.
A defesa do médico afirma que ele é inocente e que sua atuação sempre seguiu os protocolos médicos. Segundo os advogados, medidas jurídicas já foram adotadas para tentar reverter a decisão.
O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina informou que solicitou informações ao Judiciário para analisar o caso e tomar as providências cabíveis.
Fonte: G1 SC
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