O Tribunal de Justiça negou todos os recursos apresentados pelos acusados de serem os mandantes do assassinato do advogado Joacir Montagna. Com isso, dois homens e uma mulher denunciados pelo Ministério Público vão a júri popular. Com a rejeição do último recurso nesta semana, o processo vai retornar para a comarca de São Miguel do Oeste e o juiz Marcio Cristófoli poderá marcar a data do julgamento. Segundo a acusação do Ministério Público, Cesar Fonini e Maria De Lourdes Fonini encomendaram a morte de Montagna e foram denunciados por homicídio e associação criminosa. A promotoria sustenta que eles contrataram Adelino José Dala Riva que fez o contato com os homens que executaram o crime. Adelino foi denunciado por associação criminosa agravada por crime hediondo.
Segundo a acusação do Ministério Público de Santa Catarina, Adelino Dala Riva é a ligação entre o núcleo mandante e o grupo que executou o assassinato do advogado de Joacir Montagna. O crime aconteceu no dia 13 de agosto de 2018. Montagna foi morto com um tiro na cabeça dentro do escritório dele no centro de Guaraciaba. Segundo a denúncia, duas pessoas saíram de carro de Chapecó e, no trevo de Guaraciaba, outra pessoa estava esperando numa motocicleta. O executor do homicídio embarcou na moto e foi de carona até o escritório onde matou a vítima. No primeiro julgamento do caso, cinco pessoas foram condenadas por envolvimento no assassinato de Joacir Montagna. O júri durou três dias e foi realizado na câmara de vereadores de São Miguel do Oeste em julho de 2019.
Adelino Dala Riva foi um dos cinco réus julgados e condenados no primeiro júri do caso Montagna em 2019. Ele foi condenado a 34 anos de prisão por contratar os irmãos Lucas Gomes Dos Santos e Abel Gomes Dos Santos. Lucas pegou 29 anos de prisão por ter sido o autor do disparo que matou Montagna. Abel foi condenado a 36 anos e seis meses de prisão por ter participado, junto com David Gomes Dos Santos no transporte do autor do crime. Já David pegou 35 anos de prisão por latrocínio, receptação e associação criminosa. José De Almeida foi condenado a três anos de prisão por porte ilegal de arma. Ele é tio dos irmãos Santos.
Fonte: Portal Peperi
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