Suspeito de torturar e matar quatro jovens em SC é preso no PA

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Suspeito de torturar e matar quatro jovens em SC é preso no PA
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Um homem suspeito de envolvimento nos assassinatos de quatro jovens de Minas Gerais na Grande Florianópolis foi preso nesta quarta-feira, 25, no distrito de Icoaraci, em Belém.

Segundo a Polícia Civil do Pará, ele é suspeito de integrar uma organização criminosa e "apontado como responsável pelo quádruplo homicídio". A prisão foi no bairro Maracacuera, no distrito de Icoaraci, em uma operação integrada da Polícia Civil do Pará e de Santa Catarina na capital paraense.

Daniel Luiz da Silveira (28 anos), Bruno Máximo da Silva (28 anos), Guilherme Macedo de Almeida (20 anos) e Pedro Henrique Prado de Oliveira (19 anos) foram achados mortos, amarrados e com lesões nos corpos indicando tortura.

"O brutal homicídio ocorreu após as vítimas serem submetidas a sessões de tortura por horas", disse ainda a polícia paraense ao informar sobre a prisão no Pará.

As vítimas foram de Minas Gerais para Santa Catarina entre outubro e dezembro de 2025. Eles moravam em São José, cidade vizinha a Biguaçu, onde ocorreu o crime, e pretendiam permanecer no estado catarinense para tentar melhores condições de vida.

De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por uma confusão entre facções criminosas rivais. As vítimas teriam sido mortas após serem identificadas, de forma equivocada, como integrantes de um grupo criminoso adversário. Os quatro corpos foram achados em Biguaçu no dia 3 de janeiro deste ano.

O caso teve repercussão e motivou a operação conjunta entre as forças de segurança dos dois estados. A ação foi coordenada por equipes especializadas da Polícia Civil, incluindo a Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos, e faz parte de estratégias de combate ao crime organizado.

Além do mandado de prisão, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no endereço do suspeito, identificado como Lucas da Silva Araújo, conhecido como “Taça”. Até a publicação desta reportagem, o g1 tentava contato com a defesa. A polícia não detalhou o que ele alegou e o que foi apreendido.

Fonte: G1 SC

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