Sinte admite nova greve do magistério após negociações frustradas com o governo estadual. Os trabalhadores em educação na rede pública estadual estão descontentes com o governo estadual. A diferença é grande entre as solicitações e as ofertas. Segundo a coordenadora do Sinte de Santa Catarina, Alvete Bedin, este ano já foram realizadas duas audiências e o acordo parece distante. Os profissionais da educação pedem 23% de reajuste.
O governo oferece apenas 4,5% neste momento e mais 4,5% em dezembro. Segundo Alvete, esta proposta é inaceitável, pois a categoria possui 18% de perdas de 2021 a 2025, além de 5% do piso que não foi aplicado. A proposta de 9%, em duas parcelas, feita pelo governo estadual não foi aceita pelos professores.
De acordo com Alvete Bedin o governo tem condições financeiras de atender as reivindicações incluindo a descompactação salarial. Ela comenta que 75% dos professores estão na faixa de graduação e pós-graduação e não são reconhecidos. A Coordenadora do SINTE afirma que o governo de Santa Catarina não está aplicando os 25% do orçamento, que é o mínimo exigido e não está cumprindo com os acordos feitos no fim da última greve.
No dia oito de maio terá nova audiência para chegar a um acordo com proposta que valorize a categoria. Segundo Alvete Bedin, existe a possibilidade real de nova greve do magistério. Ela ressalta que a culpa é do governo estadual por não valorizar os profissionais da educação.
O documento, entregue pelas diretoras do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, contempla seis reivindicações da categoria: correção salarial de 23%, atualização do piso salarial, utilização de 100% do Fundeb para descompactação da tabela salarial, atualização do vale alimentação, revogação do desconto de 14% dos aposentados e melhorias no SC Saúde.
Conforme a coordenadora do Sinte de Santa Catarina, Alvete Bedin, as reivindicações também foram entregues na Assembleia Legislativa, direcionadas ao presidente da casa, deputado Júlio Garcia, para reforçar a pauta de reivindicações dos professores.
Outro ponto na pauta é o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério, atualizado em 2025 para R$ 4.867. Em Santa Catarina, porém, o estado continua pagando apenas R$ 4.600. Os professores também querem a utilização de 100% dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb, repassados ao estado pelo governo federal, para descompactação da tabela salarial, o que representa um valor adicional estimado em cerca de R$ 750 milhões este ano.
Segundo Alvete Bedin, em negociação com a categoria em dezembro do ano passado o governo estadual assumiu o compromisso de atender essas duas reivindicações. Ela afirma ainda que o estado deixou de aplicar mais de R$ 1 bilhão na classe de profissionais de educação no ano passado. De acordo com ela, não tem argumentos para justificar a ausência no pagamento de direitos da categoria.
Fonte: Portal Peperi
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