O presidente Lula e seus auxiliares decidiram, após reunião neste domingo, 13, intensificar a articulação contra a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
O alerta da equipe técnica indicou que a apreensão no setor empresarial é legítima e pode enfraquecer o discurso político centrado na defesa da soberania nacional — base da campanha “Defenda o Brasil”, promovida pelo PT nas redes sociais.
Nesta quarta-feira (16), a pesquisa Quaest deve mensurar o impacto do episódio junto à opinião pública e identificar quem é visto como responsável pela retaliação: se o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro e aliados, ou se Lula e o Supremo Tribunal Federal — ambos criticados por Trump.
No mesmo dia, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara receberá representantes do setor produtivo para discutir a crise. Estão confirmadas participações da CNI, CNA, Associação Brasileira do Alumínio, Instituto do Aço e centrais sindicais.
Estimativas apontam riscos consideráveis ao PIB e ao emprego, com possível eliminação de até 100 mil vagas em 2025, caso a tarifa seja implementada.
Recesso do Congresso
No fim da semana, o Congresso entra em recesso e retorna em 4 de agosto. Apesar disso, a decisão de Trump provocou rara convergência entre forças de centro e centro-direita, alinhadas à avaliação do governo sobre a necessidade de reação firme diante da ingerência estrangeira em assuntos internos.
No Executivo, o comitê anunciado por Lula deve ser formalizado ainda nesta semana.
A intenção é reunir representantes dos principais setores exportadores atingidos, levantar dados precisos sobre o impacto potencial da medida, além de avaliar estratégias para redirecionar os produtos brasileiros a novos mercados.
Fonte: Portal Peperi
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