Com o começo da formação do El Niño no Oceano Pacífico, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Nooa), dos Estados Unidos, uma das principais instituições do mundo no monitoramento do fenômeno, divulgou que o evento pode ficar entre os maiores da história. Se as projeções se confirmarem, o El Niño ficará muito forte (categoria popularmente chamada de “super”) no final de 2026.
O El Niño nada mais é do que o nome dado ao aquecimento das águas superficiais de um trecho do Oceano Pacífico, perto do Peru (saiba mais no final deste texto). Com a última medição indicando 0,7ºC acima da média, o número já configura o início do fenômeno, que deve se estender ao menos até o verão de 2027.
No comunicado, a Nooa destacou também que as chances de haver um super El Niño estão em 63%. No texto do mês passado, o percentual era de 37%. O período do pico está previsto entre a primavera e verão (novembro a janeiro) e deve colocar este El Niño entre os maiores da história desde que o monitoramento iniciou, em 1950, indicaram ainda os pesquisadores norte-americanos.
Super El Niño
Oficialmente não existe a classificação de “super El Niño”, mas o termo é usado popularmente quando o aumento da temperatura do oceano ultrapassa os 2°C acima da média, patamar considerado elevado e pouco comum, explica o meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Caio Guerra. Para se ter uma ideia, desde 1950, dos 25 episódios de El Niño, cinco tiveram registros acima dos 2ºC, mostram dados da Noaa.
O que o levantamento também indica é uma diminuição no intervalo de El Niños de forte intensidade. Entre a metade do século passado e meados do atual, foram mais de 10 anos entre um “super El Niño” e outro. Na história recente, esse tempo caiu para oito anos. E agora, se de fato o próximo aquecimento ficar acima dos 2ºC, a “pausa” será de menos de cinco anos.
Fonte: NSC Total
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