Atendendo a diversas reivindicações do setor agrícola, o Ministério da Agricultura voltou atrás e estendeu o período de plantio da soja em Santa Catarina. A pasta havia anunciado em julho a portaria nº 840, determinando que o plantio da safra 2023/2024 ocorresse entre os dias 21 de setembro e 29 de dezembro. Conforme o deputado e presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Altair Silva, foram realizadas avaliações e tomadas providências, com o envio de Moções ao Ministério solicitando a revisão da portaria.
Ele enfatizou que foram unidas forças entre a Bancada Federal de Santa Catarina, Secretaria de Estado da Agricultura, Delegacia do Ministério da Agricultura, Organização das Cooperativas e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina para pressionar a volta do calendário com período de plantio de 140 dias. Altair Silva destacou que após um longo período de reuniões e cobranças, chegou-se a um meio termo, com a publicação de uma nova portaria na última sexta-feira, 15, estendendo o calendário de 100 para 120 dias.
O deputado explicou que a medida contempla as regiões Oeste, Sul e Planalto Norte de Santa Catarina. O novo cronograma estipulou o prazo para plantio entre os dias 02 de outubro de 2023 e 30 de janeiro de 2024. Altair Silva enalteceu que o apelo e a força dos agricultores foram de suma importância, visto que o Governo Federal estava interferindo na forma de plantio da safrinha praticada há anos, o que poderia gerar diversos prejuízos. O presidente da Comissão de Agricultura da Alesc salientou que a mudança volta a viabilizar a safrinha da soja e outras culturas em sucessão, como o milho.
Controle da ferrugem asiática
O Ministério da Agricultura informou que adota o calendário de plantio como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário. O objetivo é reduzir ao máximo a ocorrência de ferrugem asiática nas culturas de soja. A medida implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência do fungo às moléculas químicas utilizadas no seu controle. A ferrugem asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja. Nas regiões onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de dez a 90% da produção.
Fonte: Portal Peperi
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