A delegada Ana Hass revelou que a mãe das crianças de 3 e 10 anos encontradas mortas em Guarapuava, no Paraná, ficou chocada ao saber que seria presa. Em entrevista à RICtv, a delegada ainda afirmou que a mulher não aparentava arrependimento.
A suspeita, de 31 anos, contou tudo que havia acontecido ao receber os policiais no apartamento onde mora, no Centro de Guarapuava. Ela chegou a dar detalhes das mortes, mas, em depoimento oficial, já na delegacia da cidade, permaneceu em silêncio. Ainda conforme Hass, a mulher ficou abalada e começou a chorar quando soube que seria presa e transferida para a unidade feminina da Cadeia Pública de Pitanga. As informações são do Ric Mais.
“A única vez que de fato pareceu que ela ficou consternada e teve um choro verdadeiro foi quando ela tomou noção da realidade de que ela ficaria presa. Aí, sim, ela ficou realmente mais consternada. E após o interrogatório oficial aqui na delegacia, aí quando foi de fato caindo a ficha que ela ficaria no departamento penitenciário, que seria removida para outra cidade depois, onde ficam as mulheres presas provisoriamente, aí realmente ela se chocou e passou a falar muito de advogado, de querer ligar para advogado. A todo tempo ela fala muito dela, sempre muito dela, não vejo arrependimento, mas eu vejo assim a noção da realidade”, descreveu a delegada.
Detalhes das mortes
A suspeita confessou ter assassinado primeiro o filho de 3 anos, identificado como Joaquim Nardes Jardim, asfixiado com um travesseiro. Alice Nardes de Oliveira, de 10 anos, foi morta em seguida. Ela teria sido enforcada com um cachecol, e tinha cortes nos pulsos.
Os corpos estavam sobre a cama da mãe, cobertos por um cobertor, impedindo que o odor se espalhasse. A reportagem do ND+ apurou que o pai do menino de 3 anos é morador de Itajaí. O pai da menina de 10 anos já é falecido. O velório e enterro ocorreram na manhã desta segunda-feira (29), no cemitério do bairro Fazenda.
Suspeita tinha comportamento “bipolar”
Os crimes foram revelados após a mãe entrar em contato com um advogado de Santa Catarina, onde ela morava anteriormente, e confessar os crimes. Ela teria escondido os corpos durante 14 dias no apartamento.
A irmã da suspeita foi ouvida pela polícia e disse que a mulher costumava bloquear os familiares, e tinha um comportamento “bipolar”. “Ela [suspeita] disse que era uma pessoa muito sozinha, que não era desse jeito, mas teria acabado ficando cansada e não aguentava mais essa situação. Porém, a parente dela que foi ouvida na tarde de hoje relatou o contrário, ela até se utilizou do termo “bipolar”, dizendo que a suspeita teria sido sempre muito bipolar, que ela sempre bloqueava os familiares no WhatsApp, nos meio de contato, de repente ela aparecia, daqui a pouco ela sumia um pouco mais, disse que os familiares não tinham muito acesso às crianças”, contou a Ana.
Hass ainda revelou que a mãe continuou vivendo no apartamento mesmo com os filhos mortos. Ela continuou trabalhando normalmente, saindo e voltando para casa. O porteiro do prédio e o motorista da van que levava as crianças sentiram falta dos filhos da suspeita.
A suspeita morava há cerca de 5 meses na cidade paranaense. Antes, morava em Navegantes, Litoral Norte catarinense.
Fonte: Portal Peperi
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