O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar em Brasília. Ao NSC Total, no entanto, a assessoria do governador informou que não houve resposta do STF e Jorginho Mello voltará para Santa Catarina nesta quinta-feira (4), sem concretizar a visita.
Segundo a assessoria, o pedido foi feito porque “os dois [Jorginho Mello e Jair Bolsonaro] são amigos e o governador quer fazer uma visita ao presidente Bolsonaro”.
Jorginho Mello e Jair Bolsonaro são considerados aliados, com diversas manifestações públicas de apoio. No dia 4 de agosto, quando o ex-presidente teve a prisão domiciliar decretada pelo STF por descumprimento de medidas cautelares, o governador de Santa Catarina afirmou, nas redes sociais, que Bolsonaro tinha a sua “solidariedade” e que ele não havia “cometido crime nenhum”.
Jorginho esteve em Brasília nesta quarta-feira (3) especialmente para apresentar o Estudo de Concepção do Contorno do Morro dos Cavalos, realizado pelo Governo do Estado, ao ministro dos Transportes, Renan Filho. De acordo com a assessoria, o governador não foi atendido por Renan na quarta-feira, mas tinha a expectativa de encontrar com ele nesta quinta-feira (4) e, por isso, permaneceu em Brasília.
Ele também já havia participado de uma reunião com integrantes do Fórum Parlamentar Catarinense, na Secretaria de Articulação Nacional sobre o mesmo tema. Segundo a assessoria, o governo catarinense já estava tratando sobre a agenda com o ministro dos Transportes desde a última semana.
Proposta para o contorno do Morro dos Cavalos
A proposta, apresentada para a pasta na quarta-feira em Brasília, prevê a construção de um contorno rodoviário com cerca de 5,2 km de extensão, com custo estimado de mais de R$ 291 milhões. A obra objetiva a diminuição dos riscos de acidentes graves e a melhoria da fluidez do trânsito, com mais segurança aos motoristas.
O túnel segue como uma opção a longo prazo, segundo o Governo do Estado.
— Embora o Estado tenha avançado além do limite das nossas competências, a execução da obra depende da integração do Governo Federal. Como se trata de uma rodovia federal, sob concessão privada e que atravessa a Terra Indígena Morro dos Cavalos, o projeto executivo só poderá ser finalizado com a participação do DNIT, da ANTT e da Funai, e é isso que viemos buscar em Brasília — disse Jorginho Mello na ocasião.
Ainda sobre o documento, o governador acrescentou que “conforme foi combinado com o ministro (dos Transportes) Renan nós montamos o projeto, com estudos e valores. Esse contorno é uma das possíveis soluções, e ele não exclui os túneis, por exemplo. Mas é uma solução mais rápida e mais barata”.
Fonte: Portal Peperi
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