Itapiranga mobiliza famílias para acolhimento de menores

Por Ricardo do Nascimento, Itapiranga

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Itapiranga mobiliza famílias para acolhimento de menores

A Secretaria de Assistência Social de Itapiranga lançou o serviço Família Acolhedora como uma alternativa ao acolhimento institucional. Crianças ou adolescentes que precisam ser afastados de sua família de origem terão temporariamente um ambiente familiar.  Conforme a Secretária de Assistência Social, Simone Felin, a política que está sendo implantada pelo município de Itapiranga visa identificar o interesse da comunidade no Família Acolhedora. Ela menciona que o objetivo é selecionar famílias que podem oferecer, temporariamente, carinho, cuidado e proteção a uma criança ou adolescente.

Simone Felin destaca que no momento está ocorrendo levantamento de interessados e na sequência vai ocorrer uma triagem dos inscritos. A Secretária avalia que levar uma criança ou adolescente para uma casa lar é um momento traumático. Nesta situação a família acolhedora, visa substituir a família biológica por um período limitado durante o processo de retorno ao ambiente familiar de origem ou encaminhamento para adoção.

Simone Felin cita que o município avalia formas de contribuir com a família, como isenção do IPTU e recursos mensais enquanto a família tiver a guarda da criança ou adolescente. No momento Itapiranga possui quatro menores em instituição de casa lar. No ano passado chegou a ter 12 crianças e adolescentes somente na instituição Terra Nova, em Mondaí.

A Secretária de Assistência Social menciona a importância do levantamento de famílias interessadas. Segundo ela, existe um grande compromisso para seguir os critérios e o processo de habilitação para acolher crianças e adolescentes. “É preciso avaliar com muita responsabilidade uma família que possui condições de oferecer carinho e acolhimento para que não ocorra novas violações de direito” afirma.  

Simone reconhece que não é um trabalho simples, pois exige muito cuidado e comprometimento dos profissionais que atuam neste processo. De acordo com a Secretária, o projeto está em avaliação no jurídico da Prefeitura e em seguida será enviado para a Câmara de Vereadores para aprovação da lei da família acolhedora.

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