A IECLB, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Paróquia de Mondaí, iniciou a sua história juntamente com a colonização de Porto Feliz, hoje Mondaí.
Clarice Wrasse Bier, atual presidente da paróquia Evangélica de Mondaí, explica que está sendo realizado um levantamento de dados históricos para registrar os 100 anos de colonização evangélica de Porto Feliz, comemorados em 2022.
A colônia Porto Feliz iniciou com os imigrantes alemães protestantes, mais conhecidos atualmente por evangélicos.
Conforme Clarice, em 20 de maio de 1922 fundou-se Porto Feliz, hoje Mondaí, que abriu as portas para a entrada de uma grande leva de imigrantes alemães protestantes entre os anos de 1923 a 1924.
A então Colônia Evangélica do Sínodo Rio Grandense, visitou Porto Feliz através de seu representante Pastor Walter Mummelthey para se informar sobre o início desta colonização alemã no oeste catarinense tornando ela o berço da colonização evangélica no Extremo Oeste catarinense. O Pastor Walter indicou ao Sínodo Riograndense a formação da Paróquia Evangélica em Mondaí.
A partir de Mondaí surgiram outras comunidades. De acordo com a presidente da paróquia, em 28 de junho de 1925 foram apresentados os estatutos e foi fundada a primeira comunidade evangélica em Porto Feliz. Em 30 de dezembro de 1926 fundou-se oficialmente a paróquia de Mondaí.
A partir de então, formaram-se novas comunidades dentre elas Laju, Pinhal hoje Iporã do Oeste, Linha Antas, Mondaí e Taipa Baixa. Posteriormente a Vila Oeste, hoje São Miguel do Oeste, Bandeirantes, Guaraciaba, Pinheiros, Cedro, atualmente São José do Cedro, Romelândia, Guarujá do Sul, Salgado Filho e Palma Sola.
De acordo com Clarice Bier é uma história de colonização e de estruturação da Igreja Evangélica, a IECLB, no oeste catarinense.
Registros de fotos e histórias das pessoas são importantes para o levantamento histórico. Fotos de família de momentos de sacramentos como batismo, casamento e até enterro são considerados registros.
Os sacramentos aconteciam em um grande intervalo de tempo, pois devido as distâncias o pastor visitava pouco as comunidades e estes momentos eram registrados com a presença dele.
Clarice Bier salienta que nas fotos é possível identificar os pastores, assim como os livros de atas das comunidades e primeiros estatutos, importantes para o levantamento de dados.
Até 2022 pretende-se montar um resumo de toda a história, e para 2026 fazer o lançamento dos registros oficiais como documento oficial da paróquia. A presidente da paróquia diz que é um trabalho que demanda tempo, por isso a antecedência em fazer o levantamento de dados.
Clarice pede que as pessoas que possuem registros façam contato com a secretaria da paróquia de Mondaí ou com os ministros nas comunidades para que as informações sejam coletadas.
Fonte: Portal Peperi
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