No dia 31 de julho de 2018, em um torneio de truco no Centro de Tradições Gaúchas Estância da Fronteira (CTG) de Palma Sola, que reuniu mais de 100 pessoas, quando a tragédia aconteceu, Amauri da Silva e Givanildo, colegas de longa data que haviam trabalhado juntos, se envolveram em uma briga que acabou em morte.
Durante o evento, após o término do jogo, uma pequena discussão começou entre os dois. Givanildo falou que Amauri era bom no jogo, mas não no braço. A troca de provocações evoluiu para a discussão e, em seguida, para uma briga física.
A turma do “deixa disso” conseguiu separar os dois, e Givanildo permaneceu no local, aparentemente tranquilo. No entanto, Amauri, enfurecido, foi para casa, pegou uma faca de 24 centímetros e voltou ao CTG com a intenção de matar Givanildo. Antes de sair, ele anunciou a sua família e para algumas pessoas que retornaria para cometer o crime.
A polícia foi avisada que Amauri estava entrando no CTG. Os policiais colocaram seus coletes e correram para o local, mas chegaram tarde.
Apesar das tentativas de algumas pessoas conterem Amauri, ele conseguiu entrar no CTG. Ao ver Givanildo na porta, Amauri começou uma luta corporal, desferindo quatro golpes de faca, um na cabeça, um próximo à cabeça, um na região dorsal e um no pulmão esquerdo. Este último golpe, de 18 centímetros, causou a morte de Givanildo.
Julgamento de Amauri da Silva
Na manhã desta segunda-feira, dia 29, às 9h, teve início o julgamento de Amauri da Silva, acusado de matar Givanildo Carraro em 31 de julho de 2018, durante um campeonato de truco nas dependências do CTG Estância da Fronteira, em Palma Sola. O julgamento começou com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação, seguidas pelas testemunhas da defesa e, finalmente, o interrogatório do acusado.
Após o intervalo para o almoço, os debates orais começaram com a apresentação do Ministério Público, que durou cerca de uma hora e dez minutos. Em seguida, a assistente de acusação, advogada Graziela Tres, contratada pela filha da vítima, Gislaine Carraro, falou por aproximadamente 20 minutos. A defesa, representada por Dr. Clederson Jardel Poersch e Dr. Gaspar Fidelis de Almeida Junior, também teve seu tempo de fala, seguido pela réplica da acusação e tréplica da defesa.
Ao final dos debates, os jurados votaram em sessão secreta. Eles reconheceram a materialidade do crime e a autoridade imputada ao réu. As qualificadoras de motivo fútil e meio cruel foram aceitas, resultando na condenação de Amauri da Silva por homicídio qualificado. O motivo fútil foi a briga durante o jogo de truco, e o meio cruel foi caracterizado pelas quatro facadas, umas das quais perfurou o pulmão esquerdo da vítima.
A juíza leu a sentença, condenando Amauri a 12 anos de prisão em regime fechado. Como o réu respondeu ao processo em liberdade durante os seis anos desde o crime, ele poderá recorrer da decisão em liberdade. Caso não recorra dentro de cinco dias, a sentença transitará em julgado e ele iniciará o cumprimento da pena.
A assistente de acusação, e advogada Graziela Tres, em sua sexta participação em júris e terceira como assistente, foi contratada por Gislaine Carraro. A família de Givanildo Carraro aguardava ansiosamente por justiça durante seis anos, e a decisão trouxe grande comoção.
“Estou profundamente grata por trabalhar nesse caso. O julgamento trouxe um alívio e um senso de justiça para a família de Givanildo Carraro. Agora eles podem seguir em frente com a certeza de que a justiça foi feita”, finaliza a Advogada Graziela Tres.
Fonte: Portal Peperi
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