O número de grupos reflexivos para autores de violência doméstica aumentou 34,37% em Santa Catarina em um ano, de acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicada na terça-feira, 16. De julho a novembro de 2022, eram 32 grupos no Estado, número que passou para 43 no mesmo período de 2023.
No levantamento, o TJSC aparece como a principal instituição responsável pela criação dos grupos no Estado. Por outro lado, os municípios e as organizações não governamentais são os principais responsáveis pela manutenção e desenvolvimento dos grupos.
As ações são oferecidas desde 2019, quando houve a implementação do primeiro grupo em Florianópolis, Capital do Estado. Ao longo dos cinco anos, 4.298 homens já foram atendidos em Santa Catarina.
A pesquisa aponta que a iniciativa é efetiva, uma vez que a média de retorno aos grupos é de apenas 5% dos homens. Isso evidencia que os grupos funcionam bem quando comparados a outras modalidades do sistema penal, de acordo com Michelle de Souza Gomes Hugill, uma das autoras da pesquisa e servidora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
— Isso sugere, portanto, um ótimo funcionamento dos grupos, especialmente quando comparados às ferramentas tradicionais do sistema penal, como a restrição de liberdade e o aprisionamento — pontua.
Números por região do Estado
O levantamento também mapeou o número de grupos por regiões de Santa Catarina. Confira:
Oeste, com 14 (32,56%);
Vale do Itajaí, com 13 (30,23%);
Região Sul, com 6 (13,95%);
Região Norte, com 4 (9,30%);
Fonte: Portal Peperi
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