O fisiculturista e personal trainer Valter de Vargas Aita, de 41 anos, morto a facadas pela então companheira no dia 7 de setembro deste ano, no apartamento onde residia, em Chapecó, foi surpreendido enquanto dormia, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira, dia 1º.
Valtinho, como era conhecido, era natural de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Ele participava de competições de fisiculturismo e mostrava a rotina de treinos e alimentação através das redes sociais, onde acumulava mais de 11 mil seguidores.
De acordo com a Polícia Civil, a então companheira de Valter, uma mulher de 43 anos foi presa por cometer o crime, que segundo a investigação, foi planejado. Ela teria alegado ciúmes e disse em depoimento que desconfiava de traições do companheiro desde março deste ano.
A autora possui uma condenação pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Conforme a investigação, a autora surpreendeu Valter enquanto ele dormia no quarto, por volta das 7 horas. Os dois se envolveram em um conflito e o homem foi ferido por 21 facadas no abdômen, costas, rosto e pescoço.
Em relato, a mulher disse lembrar de ter desferido apenas três facadas, na jugular, no peito e na barriga. A perícia identificou que seis golpes foram apenas no rosto de Valter. A faca utilizada, segundo a polícia, tinha 17 cm de lâmina.
Valter tentou sair do local e deixou vestígios de sangue pelos corredores e escada do prédio, onde foi encontrado já sem vida.
A mulher também ficou ferida, mas foi socorrida e levada em estado grave para o Hospital Regional do Oeste (HRO). No dia 10 de setembro, ela foi presa e encaminhada ao presídio feminino de Chapecó.
Planejamento e ameaças
Ainda de acordo com as informações divulgadas durante a coletiva, em análise feita nos celulares de Valter e da autora, foi possível constatar que o homem já era ameaçado de morte e que a mulher havia comentado sobre a intenção de matar a vítima.
Em uma das mensagens, segundo a polícia, Valtinho chegou a escrever que deixaria uma carta, para o caso de aparecer morto, “vão saber que é você”, teria escrito.
A mulher ainda teria dito dias antes do crime que iria embora de Chapecó após desconfiar das traições, no entanto, conforme a polícia, decidiu que antes de ir, mataria o companheiro. Ainda segundo a investigação, a autora disse que não se arrepende de ter assassinado o homem.
Fonte: Portal Peperi
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