Everaldo Di Berti descarta retorno ao Governo de SC após eleição

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Everaldo Di Berti descarta retorno ao Governo de SC após eleição

O presidente do PL de São Miguel do Oeste, Everaldo Di Berti, afirmou que não pretende reassumir cargo no Governo de Santa Catarina após a disputa eleitoral deste ano. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Peperi, ao avaliar o resultado das eleições e comentar os próximos passos na vida política e pessoal.

Antes da campanha, Di Berti ocupava o cargo de coordenador regional de Infraestrutura do Extremo Oeste, ligado à Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade. Ele deixou a função em julho para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PL.

Questionado sobre a possibilidade de retornar à estrutura estadual, Everaldo descartou a hipótese. Segundo ele, a decisão está relacionada aos novos planos pessoais e à necessidade de reorganizar a vida depois dos acontecimentos enfrentados pela família neste ano.

“A possibilidade de eu retornar para o governo é nula”, afirmou durante a entrevista. Apesar de não querer ocupar um cargo, ele disse que pretende continuar colaborando politicamente com o governador Jorginho Mello.

Everaldo disputou uma vaga de deputado estadual e recebeu 11.626 votos, ficando como suplente. Ele afirmou que a meta da campanha era superar os 10 mil votos e considerou o objetivo alcançado, principalmente diante da quantidade de candidatos que disputaram votos no Extremo-Oeste.

Durante a entrevista, Di Berti também lembrou que praticamente interrompeu as atividades de campanha depois da morte das duas filhas, Micheli Caroline Di Berti e Bruna Cristina Di Berti, vítimas de um acidente de trânsito ocorrido no fim de agosto.

O dirigente partidário também fez uma avaliação positiva do desempenho do PL nas urnas. Em Santa Catarina, o partido reelegeu Jorginho Mello ao governo, conquistou as duas vagas ao Senado, elegeu sete deputados federais e formou a maior bancada da Assembleia Legislativa, com 16 parlamentares.

Jorginho Mello foi reeleito no primeiro turno com 68,98% dos votos válidos. Para Everaldo, o resultado fortalece politicamente o governador para o segundo mandato.

Na disputa presidencial, Di Berti avaliou ainda que uma maior união entre candidaturas identificadas com a direita poderia ter levado à definição da eleição já no primeiro turno. A avaliação é do dirigente partidário. Flávio Bolsonaro terminou a primeira votação nacional na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, e os dois disputam o segundo turno.

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