Dez deputados de SC tentam reeleição, mas ficam sem mandato para 2027

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Dez deputados de SC tentam reeleição, mas ficam sem mandato para 2027

Dez deputados de Santa Catarina que disputaram a reeleição neste domingo, 4, não conseguiram renovar os mandatos para a próxima legislatura. Conforme os resultados das Eleições 2026, são quatro deputados federais e seis estaduais que ficam fora a partir de 2027.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, não conseguiram a reeleição Jorge Goetten (Republicanos), Ismael dos Santos (PL), Valdir Cobalchini (MDB) e Fábio Schiochet (União Brasil).

O caso de Goetten chama atenção pela redução na votação. Ele havia recebido 159.339 votos em 2022, quando foi o terceiro deputado federal mais votado de Santa Catarina. Neste ano, recebeu 43.449 votos, uma queda de aproximadamente 73%.

Ismael dos Santos também ficou fora. O parlamentar passou de 110.531 votos em 2022 para 74.644 em 2026.

Por outro lado, Valdir Cobalchini e Fábio Schiochet ampliaram suas votações, mas não conseguiram renovar os mandatos. Cobalchini passou de 98.124 para 99.751 votos. Já Schiochet saltou de 51.824 para 80.382, crescimento de aproximadamente 55%.

Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, seis deputados que buscavam permanecer na Alesc também ficaram sem cadeira: Marcos Vieira (PSDB), Jair Miotto (PL), Ivan Naatz (PL), Berlanda (PSD), Matheus Cadorin (Novo) e Alex Brasil (PL).

Entre eles, Cadorin registrou o maior cresc

imento proporcional. O deputado passou de 12.390 votos em 2022 para 22.776 em 2026, aumento de aproximadamente 84%.

Jair Miotto também aumentou a votação, de 33.682 para 36.971 votos, mas terminou fora da composição das vagas do PL. Ivan Naatz caiu de 45.304 para 35.606 votos, enquanto Berlanda passou de 41.488 para 22.821. Marcos Vieira recebeu 37.916 votos, ante 48.466 em 2022, e Alex Brasil passou de 20.271 para 19.570.

O resultado ocorre porque as eleições para deputado federal e estadual utilizam o sistema proporcional. Dessa forma, além da votação individual dos candidatos, o desempenho dos partidos e federações influencia diretamente na distribuição das cadeiras.

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