A campanha Maio Laranja, voltada à prevenção e ao combate da violência e exploração sexual de crianças e adolescentes, está sendo intensificada em São Miguel do Oeste por meio de ações organizadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Em entrevista à reportagem da Peperi, a Coordenadora do Cras I, Luiza Pacovska, destacou que o foco principal da campanha é a prevenção e a conscientização da população. Segundo ela, o trabalho envolve diretamente crianças atendidas pelos serviços de convivência, além de ações educativas em escolas da cidade e do interior.
“As atividades têm como objetivo orientar, informar e também encorajar possíveis denúncias. Quando levamos essas falas técnicas até a comunidade, muitas situações acabam vindo à tona e podem ser encaminhadas corretamente”, explicou.
A programação do mês já iniciou e segue com diversas atividades ao longo de maio. Confira:
07 de maio – Contação de história no CAIC
12 de maio – Fala técnica no Pelotão Mirim
12 de maio – Fala técnica na Linha Dois Irmãos
14 de maio – Fala técnica no PAIF
18 de maio – Atividade no centro da cidade
19 de maio – Fala técnica no SCFV
21 de maio – Fala técnica no PAIF
26 de maio – Fala técnica na Linha Canela Gaúcha
Um dos destaques ocorre no dia 18 de maio, data alusiva à campanha, quando equipes do CRAS, junto com crianças atendidas pelos serviços, estarão no centro da cidade realizando a distribuição de materiais e ações de conscientização.
Além das atividades no perímetro urbano, o CRAS também está levando informações para comunidades do interior, como nas linhas Canela Gaúcha e Dois Irmãos. Nessas localidades, serão realizadas falas técnicas para orientar crianças, adolescentes e educadores sobre como identificar sinais de violência e abuso.
Luiza também explicou como funciona o atendimento em casos de possível violência. Segundo ela, quando há uma revelação espontânea por parte da criança ou adolescente, o profissional realiza uma escuta qualificada, sem induzir respostas, e registra o relato fielmente.
A partir disso, o caso é encaminhado à rede de proteção, podendo seguir para serviços de média complexidade quando necessário.
“O papel do CRAS é principalmente prevenir e conscientizar. Mas quando identificamos situações de violação de direitos, fazemos os encaminhamentos para garantir a proteção dessas crianças e adolescentes”, reforçou.
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