O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (9), com restrições, a compra da Oi Móvel pelo consórcio formado por Claro, Vivo e TIM. O aval foi condicionado ao cumprimento de um pacote de medidas negociado com as operadoras, que incluem o aluguel de uma parcela do espectro - faixas de ar por onde passam os dados da comunicação - adquirido no negócio.
Os cerca de 42 milhões de clientes atuais da Oi serão divididos às concorrentes da seguinte forma:
TIM: 14,5 milhões de clientes e 29 DDDs:
11, 16, 19, 21, 22, 24, 32, 51, 53, 54, 55, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 73, 75, 89, 93, 94, 95, 96, 97 e 99
Claro: 11,7 milhões de clientes e 27 DDDs:
13, 14, 15, 17, 18, 27, 28, 31, 33, 34, 35, 37, 38, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 71, 74, 77, 79, 87, 91 e 92
Vivo: 10,5 milhões de clientes e 11 DDDs:
12, 41, 42, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 88 e 98
Na decisão sobre a operação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que as teles apresentem o passo a passo de como será a transferência para TIM, Claro e Vivo.
Além disso, a agência determinou que seja repassado ao consumidor o direito da portabilidade, a ausência de cobrança em virtude de quebra de fidelização dos contratos dos usuários de telefonia móvel ou combo da Oi, bem como canais para dúvidas.
Julgamento no Cade
O julgamento no Cade foi marcado pela divisão do conselho e terminou empatado com três votos a favor e três contra. Tudo foi decidido, então, pelo voto de Minerva do presidente do órgão antitruste, Alexandre Cordeiro.
O relator do processo, Luis Braido, pediu a reprovação do negócio e foi acompanhado por outros dois conselheiros - Paula Azevedo e Sérgio Ravagnani. Os conselheiros Lenisa Prado e Luiz Hoffman votaram pela aprovação, assim como o presidente.
Os conselheiros favoráveis entenderam que o pacote de exigências acordado com as empresas é suficiente para manter a concorrência. Os termos do acordo são sigilosos, mas, segundo o Estadão apurou, incluem o aluguel de 10% a 15% do espectro adquirido da Oi, por exemplo.
As operadoras concordaram em vender metade das antenas e equipamentos, mais do que os 30% a que haviam se comprometido antes com a Superintendência-Geral do órgão. As empresas também vão alugar uma faixa de 900 Mhz, usada em locais de menor densidade populacional, como áreas rurais.
Divergências
Em meio à pressão das empresas e de representantes do governo, o relator chegou a dizer que as negociações "fugiram da boa técnica" e passaram pela "captura do Estado". Em um duro voto, Braido criticou os termos do acordo e disse que isso impedirá a entrada de novos concorrentes nesse mercado. "Na boa análise antitruste, não há alternativas senão reprovar compra da Oi", defendeu.
Ele disse ainda que a acusação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) junto ao Cade de que teria havido conluio no negócio porque as empresas formaram um consórcio para comprar a Oi é "muito grave", e encaminhou à área técnica pedido de instauração de um processo para aprofundar as investigações.
Na mesma linha, a conselheira Paula Azevedo refutou o argumento de que, caso reprovasse o negócio, o Cade seria responsável pela quebra da Oi e prejudicaria o mercado de telecomunicações. "Operações privadas, ainda que impactem no domínio público, não podem se sobrepor às atribuições dessa autarquia, que é garantir a concorrência", afirmou.
Lenisa Prado, que votou pela aprovação, discordou.
– No caso da não conclusão da operação, os ativos vão sair do mercado, prejudicando competição e consumidores.
Presidente do Cade vê tendência de concentração
Responsável por desempatar o julgamento, o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, disse que o caso da Oi Móvel foi um dos processos mais difíceis para o órgão antitruste nos últimos anos.
– Tem mercado que funciona melhor com uma quantidade menor de players. Neste setor, temos tendência de concentração em todo o mundo – disse.
Os representantes das empresas disseram que os "remédios" são suficientes para sanar preocupações concorrenciais.
– Trata-se do maior remédio já oferecido no setor de telecomunicações desde a privatização (da Telebras) – disse o advogado da Vivo, Marcos Paulo Veríssimo.
A advogada da Claro, Barbara Rosenberg, disse que o pacote oferecido é "extremamente robusto".
Fonte: Portal Peperi
Campo Erê oferece transporte gratuito para eleitores do interior no segundo turno das Eleições 2026 a partir das 13h
Polícia Militar reforça policiamento no segundo turno e votação começa tranquila em Campo Erê
Flávio Bolsonaro vota no Rio de Janeiro e diz é hora de mudança de verdade
Apenas dois problemas são registrados nas Zonas 45ª e 82ª neste domingo
Chuva acumula mais de 200 milímetros em Campo Erê e Defesa Civil alerta eleitores para riscos nas estradas
Votação começa sem intercorrências no maior colégio eleitoral de São José do Cedro
Votação começa tranquila no maior colégio eleitoral de SMOeste
Quase um milhão de brasileiros podem votar no exterior neste segundo turno
Segundo turno começa tranquilo em Princesa, com sete urnas no município
Ponte sobre o Rio Sargento está submersa e eleitores devem buscar rotas alternativas
Votação inicia em Itapiranga e chuvas não impactam colégios eleitorais
Chuva causa pequenos transtornos na 45ª Zona Eleitoral de SMOeste