Conforme Eleandro Barbosa, representante de uma ervateira do Rio Grande do Sul, as altas temperaturas registradas durante o verão deste ano vão interferir nos ciclos de brotamento da erva mate.
Ele destaca que neste ano a planta fez quatro brotamentos, fato que pode interferir no sabor do produto final. Barbosa enfatiza que antigamente os ervais eram cortados à cada quatro anos. Com o passar dos anos o processo vem se tornando mais rápido, sendo realizadas atualmente duas colheitas ao ano.
O representante de uma ervateira da cidade de Arvorezinha, Rio Grande do Sul, Eleandro Barbosa, salienta que o processo de produção de erva mate também foi transformada e acelerada com o aposento do sistema artesanal do tradicional carijó para o industrial.
Eleandro Barbosa explica que o primeiro passo na produção de erva mate é o sapeco, que consiste em colocar as folhas em um cilindro giratório, onde, de forma intensa, o produto sofrerá um choque térmico em função das altas temperaturas. Esse processo possibilita que a erva mantenha a sua cor esverdeada e preserva o aroma suave e ceivado, mesmo após a sua secagem, garantindo a qualidade do produto.
Na saída do sapeco a erva-mate passará pelo picador que padroniza o tamanho dos galhos e folhas preparando para o processo de secagem. Parecido com o processo do sapeco, essa fase consiste em deixar as folhas em processo de desidratação, mais lento, com uma temperatura média de 95º, onde será retirado boa parte da água presente nas folhas.
A secagem também é responsável pelas características da erva, portanto, influencia na coloração, textura, densidade, porosidade e absorção.
Na sequência a erva mate passa pelo processo de moagem, na qual é socada em grandes pilões de ferro, conhecidos como soque, pelo tempo que for necessário, de acordo com o padrão de moagem definido, podendo ser mais fina ou mais grossa.
Ao final da socagem a erva é conduzida até os misturadores onde é peneirada mais uma vez para a padronização, ficando então, pronta para ser envasada.
O representante de uma ervateira Eleandro Barbosa destaca que a região de Arvorezinha no Rio Grande do Sul, possui um dos maiores ervais, correspondendo à 70% da erva mate produzida no Rio Grande do Sul.
A Cidade de Catanduvas em Santa Catarina e Pinhão no estado do Paraná também são fortes produtores de erva mate. Eleandro Barbosa menciona que a região do Extremo Oeste possui um mercado muito consumidor de erva mate.
Ele frisa que as empresas possuem um compromisso cada vez maior em entregar ao consumidor um produto de qualidade produzido somente com o uso de folhas de ervais e com a adição de três por cento de açúcar. Todo o processo é fiscalizado a fim de garantir com que o produto final esteja de acordo com as vigências estabelecidas.
Fonte: Portal Peperi
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