A Celesc promete apertar o cerco contra o problema da fiação irregular em postes de Santa Catarina. A empresa anunciou uma Operação Limpa Fio, que deve ocorrer em parceria com o Procon de SC. A promessa é endurecer a fiscalização contra operadoras de serviços de telecomunicações, sobretudo empresas de internet, que segundo a companhia utilizam de forma irregular e clandestina os postes da rede elétrica em todo o Estado.
O anúncio foi feito pelo presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, em um evento na semana passada promovido pelo Procon. A ação de reforço na fiscalização deve ocorrer em parceria com a Anatel e empresas de telecomunicações. Ainda não foram divulgados detalhes sobre data de início e as primeiras cidades a receberem a força-tarefa de fiscalização nos fios.
A empresa promete cortar e retirar cabos de operadoras clandestinas, instalados por empresas que não possuem contrato de compartilhamento com a Celesc.
— Precisamos colocar ordem nessa situação. Muitas dessas empresas atuam de forma clandestina, sem contrato, sem responsabilidade técnica e sem qualquer controle. Isso gera poluição visual, prejudica a organização da rede e, principalmente, coloca a população em risco — defendeu o presidente da empresa.
Segundo o dirigente, antes das ações de retirada de cabos haverá uma comunicação prévia à população da região para alertar sobre possíveis interrupções no serviço de internet. Isso porque a remoção das fiações irregulares deve derrubar a oferta do serviço na área afetada.
Em 2025, a Celesc retirou 150 toneladas de cabos irregulares ou abandonados, em 52 municípios catarinenses. As ações ocorreram dentro do programa permanente de organização da fiação. Desde o início deste ano, pelo menos 130 denúncias de fiações irregulares já foram feitas ao Procon estadual.
— A sanção [contra esses casos] é feita pela Celesc. Hoje, todas as compartilhadoras de telefonia são obrigadas a contratar o uso da rede de postes com a Celesc. Se elas não fazem, é uma ligação clandestina, e a Celesc pode cortar — contou a presidente do Procon de SC, Michele Alves, em entrevista à NSC TV.
Outra iniciativa discutida no evento da semana passada foi a criação de um telefone 0800 específico para a população poder denunciar ligações irregulares na rede elétrica e casos de risco de rompimento.
Em 2025, a Celesc retirou 150 toneladas de cabos irregulares ou abandonados, em 52 municípios catarinenses. As ações ocorreram dentro do programa permanente de organização da fiação. Desde o início deste ano, pelo menos 130 denúncias de fiações irregulares já foram feitas ao Procon estadual.
— A sanção [contra esses casos] é feita pela Celesc. Hoje, todas as compartilhadoras de telefonia são obrigadas a contratar o uso da rede de postes com a Celesc. Se elas não fazem, é uma ligação clandestina, e a Celesc pode cortar — contou a presidente do Procon de SC, Michele Alves, em entrevista à NSC TV.
Outra iniciativa discutida no evento da semana passada foi a criação de um telefone 0800 específico para a população poder denunciar ligações irregulares na rede elétrica e casos de risco de rompimento.
Reforço ocorre após casos com mortes por causa de fiação em SC
No final de fevereiro, a Celesc se reuniu com cerca de 300 empresas operadoras de telecomunicações para discutir problemas com cabos soltos em postes de SC. Em uma das situações, um menino de 13 anos morreu após ter contato com um fio energizado, em 22 de fevereiro, em São Bento do Sul, no Norte de SC. Em outro episódio registrado em janeiro deste ano, um motociclista foi arrastado pelo pescoço por causa de um fio solto em Joinville. Também em fevereiro, um jovem de 18 anos morreu após ser atingido por um cabo de alta tensão durante um temporal em Blumenau, no Vale do Itajaí.
As ocorrências com fios soltos fizeram a Celesc apertar o cerco contra as ligações clandestinas que podem colocar a fiação em risco. Em 2025, a empresa informou que aplicou 13 mil notificações a empresas de telecomunicações por causa de irregularidades em postes de todo o Estado.
Fonte: NSC Total
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