Nabor de Souza Neto de 96 anos surpreende tamanha vitalidade. O catarinense, morador de Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina, soma mais de 40 filhos. O idoso é natural de Faxinal dos Guedes, mas se mudou para o distrito de Baia Alta onde vive desde criança.
Casado com Maria Salete de Lima, de 60 anos, os dois estão juntos há mais de 40 anos, mas os filhos não são todos com ela. Da união com Maria, nasceram apenas três filhos, entre eles a filha mais nova, de 28 anos. O total de filhos é incerto, mas a primogênita Maria Idaci, de 68 anos, acredita serem 42.
O amor de Nabor e Maria iniciou em 1981, quando ela tinha apenas 18 anos e ele 54. A família da atual esposa de Nabor trabalhava para ele na comunidade de Campina da Alegria, interior de Vargem Bonita, e foi durante o trabalho que eles se conheceram.
Com um empurrão da irmã de Maria e uma conversa demorada, os dois começaram a namorar e logo veio o casamento. Segundo a esposa, os dois se dão bem e o esposo é seu suporte. “Ele é gente boa, nunca deixou faltar nada”, garante.
Galanteador
Nabor assume que no passado foi muito galanteador. Conforme as filhas, ele teve no mínimo 12 mulheres na juventude. Ele alega que conquistava as mulheres pelo olhar e modo de falar, principalmente nos bailes da época.
Viúvo de oito esposas, o idoso também conta ter conhecido outras quatro mulheres com quem não tem mais contato. Com algumas, chegou a se casar, mas com outras, viveu apenas um romance passageiro, mas sempre gerando filhos. “Filharada espalhada para tudo quanto é parte”, comenta.
Os filhos estão espalhados por várias cidades e estados do Brasil, entre elas Joaçaba, Caçador, Chapecó, Xanxerê, Ponte Serrada, Curitiba (PR) e Pato Branco (PR), entre outros.
A primogênita
A primeira filha de Nabor nasceu quando ele tinha 28 anos. Maria Idaci é fruto do primeiro casamento com Anita Gonçalves Cordeiro (in memorian). E não são somente os filhos que são muitos. O idoso já nem sabe quantos são os netos, bisnetos e até tataranetos, alguns nem conhece.
“Ele [o pai] me orgulha muito. Tá nessa idade, esquece as coisas de vez em quando, mas é a satisfação da gente, um orgulho ter ele ainda. Ele se preocupa com todos [os filhos] que estão passando por necessidade ou doença”, expressa a filha mais velha. “Nunca abandonou ninguém, sempre esteve ali, nunca deixou ninguém passando fome”, conta Maria.
A tranquilidade de viver no campo
Lutando contra um câncer de próstata há 18 anos, Nabor demonstra muita força e vontade de viver. Os familiares contam que ele já passou por tratamento com medicação, radioterapia e quimioterapia, além de cirurgia devido ao problema de saúde, mas, de acordo com os filhos, a doença estabilizou.
No último mês, Nabor teve Covid-19 e passou dois dias internado, com uso de oxigênio, mas a situação não se agravou e logo recebeu alta. O idoso acorda por volta das 7h para tomar chimarrão ao lado do fogão a lenha, rodeado pela esposa e os filhos.
No café da manhã a polenta na chapa e a batata-doce são indispensáveis. Depois do almoço, é hora de tirar um cochilo para seguir na “lida”, como chama o trabalho. Nabor faz alguns serviços braçais na propriedade, como cortar lenha e dar comida para os porcos, por exemplo. Quando anoitece, a diversão é jogar cartas, quando tem companhia.
“Eu sinto muito orgulho de ser filha dele. Ele sempre esteve presente, ajudando em tudo e preocupado com todos. Que ele tenha muitos anos de vida ainda e muita saúde para estar junto com nós”, deseja a filha Leodaci Aparecida de Souza, de 57 anos.
“Só tenho que agradecer a Deus pela vida dele, por todos estes anos ele estar com a gente, apesar de passar por momentos difíceis na saúde, mas que ele superou e está levando a vida firme e forte. E por ele estar ao lado da gente, disposto a tudo. É um paizão, mais que um pai, um amigo”, completa Sonia Mara de Lima, de 38 anos, uma das filhas de seu Nabor com a atual esposa.
Fonte: Portal Peperi
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