Câmara autoriza uso de precatório para quitar dívida de IPTU de empresa em SMO

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Câmara autoriza uso de precatório para quitar dívida de IPTU de empresa em SMO

A Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste aprovou nesta quinta-feira, 15, em primeira votação, um projeto que autoriza a compensação de R$ 225,8 mil em dívidas de IPTU da empresa Caraguatá Imóveis S/A com créditos de um precatório judicial contra o município.

O Projeto de Lei 88/2026 foi encaminhado pelo Poder Executivo. Os débitos são referentes aos exercícios de 2024, 2025 e 2026 e totalizam R$ 225.815,51.

Conforme o projeto, a empresa possui créditos decorrentes de um precatório que tramita no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O valor poderá ser utilizado para quitar os débitos tributários junto ao município.

Na justificativa, o prefeito Edenilson Zanardi afirma que a compensação será processada pelo Departamento de Tributação e encontra respaldo no Código Tributário Municipal.

Segundo o Executivo, a medida permite ao município reduzir o passivo relacionado a precatórios e, ao mesmo tempo, regularizar créditos de IPTU que poderiam resultar em discussões administrativas ou judiciais.

Comissão havia emitido parecer contrário

Antes da votação do projeto, a Comissão de Justiça e Redação havia emitido parecer contrário à proposta. Sisse Abdalla Velozo e Ana Flávia Moreira votaram pelo parecer contrário, enquanto Delegado Zancanaro apresentou voto favorável ao projeto.

A justificativa das vereadoras foi de que o artigo 73 do Código Tributário Municipal já autoriza a compensação de créditos tributários com valores devidos pelo município ao contribuinte. Por esse motivo, entenderam que não seria necessária uma nova lei para autorizar o procedimento.

No plenário, porém, o parecer contrário da comissão foi rejeitado. Votaram contra o parecer Sisse Abdalla Velozo, Borghetti, Bufo, De March, Delegado Zancanaro, Gilberto Berté, Paulo Couto e Vivi De Carli.

Cris Zanatta se absteve. Adilson Pandolfo e Ana Flávia Moreira votaram pela manutenção do parecer contrário.

Com a rejeição do parecer, o Projeto de Lei 88/2026 foi colocado em votação e aprovado por maioria. Adilson Pandolfo e Ana Flávia Moreira votaram contra a proposta.

O projeto ainda precisa passar por uma segunda votação antes de seguir para sanção do prefeito.

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