A Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste aprovou, por unanimidade, em primeiro turno, o Projeto de Lei Complementar nº 4/2026, que cria o Programa Municipal de Desjudicialização (PMD). A votação ocorreu nesta terça-feira, 7, e o texto ainda precisa passar por mais uma análise antes de seguir para sanção do prefeito.
A proposta, enviada pelo Executivo, busca reduzir o número de ações judiciais envolvendo o município, priorizando acordos e soluções administrativas. A ideia é simples: evitar brigas na Justiça quando dá pra resolver fora dela — economizando tempo e dinheiro público.
O programa será coordenado pela Procuradoria-Geral do Município, que poderá firmar acordos em processos de até 20 salários mínimos, desde que haja justificativa jurídica e interesse público comprovado.
Outro ponto importante é a definição de um valor mínimo para que a prefeitura entre com ações de cobrança judicial: dois salários mínimos. A medida tenta evitar o que o próprio projeto chama de “execução antieconômica”, quando o custo do processo é maior do que a dívida.
Mesmo assim, a prefeitura não abre mão de cobrar os débitos. Valores menores continuarão sendo exigidos por vias administrativas, como protesto em cartório e inclusão do nome do devedor em cadastros de inadimplentes.
O texto também autoriza o encerramento de processos sem resultado — por exemplo, quando não há bens para penhora — e permite compensações ou até pagamento de dívidas com bens e serviços.
Além disso, o projeto define que dívidas de até 20 salários mínimos reconhecidas pela Justiça serão pagas por meio de Requisições de Pequeno Valor (RPV), sem necessidade de precatório.
Segundo o prefeito Edenilson Zanardi, a proposta moderniza a gestão pública. “É uma medida alinhada à eficiência e à economicidade, que evita gastos desnecessários e melhora a gestão da dívida ativa”, afirmou.
Sine tem 366 vagas de emprego abertas em São Miguel do Oeste
Polícia Civil de Itapiranga alerta para onda de estelionatos na região
Saretta assume coordenação da Bancada do Oeste e define prioridades para região
SUS inclui tratamento de câncer sem queda de cabelo que custa R$ 27 mil a sessão no particular
Funcionários da Celesc estão cobrindo prejuízo de R$ 365 mi de fraude previdenciária
Licitação de barragem contra cheias em SC é suspensa e TCE cita sobrepreço de R$ 23,9 milhões
Pedagogia da Alternância tem redução no número de escolas na Regional de Itapiranga
Câmara aprova projeto que autoriza cooperação para estudos de “Cidade Inteligente” em SMO
Câmara aprova projeto que cria programa para reduzir processos e agilizar cobranças em São Miguel do Oeste