Bebê de 11 meses é transferida após voltar de creche cheia de mordidas em Itajaí

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Bebê de 11 meses é transferida após voltar de creche cheia de mordidas em Itajaí
Foto Arquivo Pessoal, Reprodução

Uma bebê de apenas 11 meses voltou para casa com marcas de mordida pelo corpo, após passar o dia em uma creche conveniada do município de Itajaí, nessa quarta-feira, 26. Os pais perceberam a situação quando buscaram a menina no fim da tarde, e notaram hematomas nos braços, pernas e barriga.

Segundo o pai da criança, a professora informou que a menina havia sido mordida, mas não relatou a gravidade da lesão. Ele e a esposa se surpreenderam quando chegaram em casa, e verificaram as diversas mordidas pelo corpo da bebê. Eles teriam voltado ao local, mas todos os funcionários já teriam ido embora.

— A Secretaria da Educação entrou em contato com a gente e mostraram o vídeo do que aconteceu. Realmente uma coleguinha mordeu minha filha e as professoras não são 100% culpadas. Mas teve uma distração da parte das professoras, que estavam as duas conversando, fazendo dancinha, e rindo. E aquele momento ali acontecendo aquilo com a minha filha dentro da sala e elas não viram — relembra.

O casal registrou um boletim de ocorrência, e afirmou que a menina fez exame de corpo de delito, para registrar as lesões sofridas.

Professoras estariam trocando fraldas no momento

De acordo com a prefeitura, as profissionais estavam trocando fraldas quando a menina foi mordida, e que o ocorrido teria acontecido em menos de um minuto. “A criança mordida não esboçou reação e uma das profissionais percebeu o ato apenas ao terminar de realizar uma das trocas de fralda”, comunicou.

Além disso, a gestão afirma que uma das professoras havia pedido desligamento da unidade, antes da denúncia vir à tona nas redes sociais. A prefeitura informa se tratar de “uma creche credenciada e que todos os tramites legais estão sendo apurados e serão tratados com rigor”.

Ao ser questionada sobre uma possível advertência para as professoras envolvidas, a prefeitura afirma que não identificou negligencia na conduta das profissionais.

Pais temem que o episódio se repita

A menina frequentava uma creche no bairro Cidade Nova, que atende de forma particular e também fornece vagas públicas através de convênio com a prefeitura. Após o episódio, ela recebeu transferência para uma nova unidade escolar, mas a família afirma estar com receio de deixar a criança sob os cuidados do local.

— A Secretaria de Educação transferiu automaticamente ela para um outro lugar, mas acho que não vamos mais levar pelo que passamos. Ficamos com muito medo — relata o pai.

Prefeitura está ciente do caso

A Prefeitura de Itajaí afirma estar ciente do caso e diz que já está adotando todos os procedimentos cabíveis. Segundo a administração, que se manifestou por meio de nota, uma equipe técnica de Educação Infantil esteve no local para acompanhar de perto o ocorrido.

A Secretaria de Educação informou ainda que a criança foi imediatamente transferida para outra unidade escolar atendendo ao pedido da família.

Leia a nota de Itajaí na íntegra

A Secretaria Municipal de Educação informa que tomou conhecimento do caso ocorrido em uma unidade de ensino infantil credenciada e que todas as providências cabíveis já estão sendo adotadas.

Na manhã desta quinta-feira, a equipe técnica da Educação Infantil esteve no local, acompanhando de perto a situação, dialogando com a direção da unidade e verificando os procedimentos realizados no acolhimento das crianças.

A Secretaria esclarece que as imagens do circuito interno foram solicitadas e já encaminhadas para análise do setor jurídico, que está conduzindo a investigação com o devido rigor e responsabilidade.

Reforçamos que a prioridade é garantir a segurança, o bem-estar e a integridade de todas as crianças, e que quaisquer medidas necessárias serão adotadas a partir da apuração dos fatos.

Ressalta-se que a sala de aula apresentava número adequado de alunos conforme determinado pelo Conselho Municipal de Educação (Comed). Ainda, a pedido da família, a criança foi transferida para outra unidade escolar.

Fonte: NSC Total

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