Josiane Silva e Izabel de Souza, agentes de Iporã do Oeste, explicam que o formato dessas plantas de ornamentação favorece a proliferação do Aedes Aegypti. Izabel trabalha no Setor da Dengue há dois anos e observa que no município são encontradas muitas bromélias.
Segundo as agentes, a espécie está na lista de possíveis criadouros do mosquito em decorrência do estilo e formato de suas folhas. A estrutura da bromélia conta com uma parte chamada de "tanque" ou roseta no centro, onde ficam armazenados nutrientes e se acumula água, fornecendo condições para a proliferação de insetos, inclusive o mosquito da dengue, que se reproduz muito rápido.
A mesma situação, conforme as agentes de endemias, é encontrada em plantas aquáticas cultivadas em recipientes artificiais. Elas recomendam a retirada das bromélias dos centros urbanos e que sejam levadas para sítios e chácaras no interior, onde o mosquito da dengue não encontra condições de sobrevivência em função das pessoas morarem mais distantes umas das outras.
CICLO DO MOSQUITO DA DENGUE
A agente de endemias Josiane Silva enfatiza que a fêmea do Aedes Aegypti procura locais úmidos para depositar ovos. A partir do momento que o ovo entra em contato com a água, ele vira mosquito em torno de sete dias. Josiane pontua que o mosquito tem vida média de 45 dias e produz até 120 ovos em cada um dos três ciclos reprodutivos possíveis. A agente alerta ainda que o ovo pode sobreviver de 300 a 400 dias em ambiente seco. Assim que entra em contato com a água, o ovo eclode e o mosquito segue sua vida normal.
Izabel e Josiane pedem para a população colaborar, lavando potes de animais e escovando reservatórios sempre com água, sabão e esponja, para eliminar todos os ovos depositados nesse material.
Fonte: Portal Peperi
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